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A gestão previdenciária e o processo decisório.

Atualizado: 2 de Out de 2019


Os gestores previdenciários encontram-se diariamente diante de decisões das mais diversas possíveis. Algumas cotidianas, programadas, simples, outras visam encontrar solução para os desafios do setor, como: crescer, alcançar melhores rentabilidades, acompanhar a evolução dos setores concorrentes etc.

A gestão perpassa por processos decisórios que flutuam entre o nível operacional e o estratégico, envolvendo-se em aspectos que visam solucionar problemas presentes e futuros.


Tendo os conceitos de presente e futuro tanta relação com a gestão previdenciária, e sendo estes tão relevantes para a tomada de decisão, buscaremos discutir neste artigo os principais fatores que envolvem o processo decisório e como torná-lo mais eficiente.


Independentemente do tipo de decisão, uma grande verdade é que, no papel de gestor, busca-se fazer sempre as melhores escolhas, o que não é garantia de acerto.


A decisão é tão importante no ambiente organizacional que se tornou uma área de estudo. Num período em que a racionalidade era extremamente valorizada pela abordagem clássica de administração, a decisão era avaliada basicamente pela relação de custo/benefício dos resultados esperados, partindo-se da premissa de um gestor 100% racional, o homo economicus.


Agora, porém, com o aprofundamento dos estudos sobre o tema, com a evolução das formas de organização, desenvolvimento de novas tecnologias e constantes mudanças sociais e econômicas, próprias do mundo globalizado, passou-se a entender o processo decisório como algo muito mais complexo.


Ora, se não é uma ciência exata, então, o que podemos compreender sobre o processo decisório?


Primeiramente, que esse processo faz parte das rotinas de uma organização e se apresenta de forma sistêmica, ou seja, a decisão não pode ser separada das circunstâncias que a ela se relacionam.


Há inúmeros atores envolvidos nesse processo, cada um possui seu papel, interferindo e/ou sofrendo as consequências de uma decisão. A decisão de um gestor sobre os Planos de Benefícios, por exemplo, pode ser delimitada pelo surgimento de uma nova legislação, pela atual situação econômico-financeira do plano, ou até mesmo pelas metas e objetivos traçados pela organização como um todo.


Isso nos leva ao segundo fator: a gestão da decisão caminha conjuntamente à gestão de riscos. Toda decisão tem uma consequência, seja ela positiva ou negativa. No exemplo dado anteriormente, os resultados dessas decisões afetam não somente o próprio gestor ou a organização, mas também terceiros, no caso, os participantes, que não se envolveram na decisão.


O terceiro fator a se considerar, por sua vez, é que o gestor traz consigo heranças que interferem subjetivamente na sua decisão. E aqui voltamos ao que se apresentou no início do presente artigo, quanto à racionalidade do gestor: conseguimos deixar de lado nossas emoções, experiências anteriores, ou crenças ao tomarmos uma decisão? A resposta é não, e isso não é um problema.


Não é um problema quando se há consciência dessa subjetividade. Experiências do passado podem ser essenciais em situações presentes. Afinal, vivendo e aprendendo, não é mesmo? Nossos valores, nossas deficiências, nossas experiências e tudo aquilo em que acreditamos nos tornam únicos. As emoções do momento, muitas vezes, são o impulso necessário para seguir determinada direção. E a intuição, aquela sensação que temos e não conseguimos explicar, vez ou outra está certa.


Todos os fatores citados são importantes, mas devem ser compreendidos e percebidos. Cabe ao tomador de decisão identificar quais aspectos subjetivos estão interferindo na qualidade das suas decisões, buscando reduzir, ao máximo, a interferência destes quando prejudiciais ao processo como um todo.



A breve reflexão deste artigo culmina em dois pontos extremamente relevantes para o futuro das organizações: conhecimento e comunicação. Sendo assim, uma boa gestão deve buscar continuamente munir-se de ferramentas que colaborem com a compreensão da situação e definição de possibilidades a fim de eliminar incertezas e minimizar os riscos, permitindo que a tomada de decisão ocorra de forma sadia.


Mas vamos ao que interessa! Como tomar decisões mais eficientes?


1. Identifique as informações essenciais para a tomada de decisão.

Na execução de suas tarefas diárias, toda organização gera informação. Nem todas as informações contribuem com a tomada de decisão, por isso, é importante reconhecer quais são relevantes ou podem tornar a ser, e quais devem ser desconsideradas para esse fim.


2. Invista em tecnologia.

A atual dinâmica dos negócios, muito influenciada pela evolução tecnológica que estamos vivendo, permite o livre acesso a uma infinidade de informações e possibilita que a comunicação ocorra de forma rápida e simples. Uma base de dados confiável e concisa contribui para a segurança na tomada de decisão.

3. Capacite-se

A tomada de decisão é um processo dinâmico, assim também deve ser a busca por aprendizado e capacitação. Faz parte desse processo estar atento às novas tendências, identificar suas próprias limitações e buscar aperfeiçoamento constantemente. Quer seja para tornar-se um melhor gestor, quer seja para estar apto a lidar com as novas tecnologias ou estar preparado para as mudanças do mercado, independente dos motivos, capacite-se!

 

4. Gere conhecimento relevante a partir das decisões tomadas.

Cada decisão é uma oportunidade única para gerar conhecimento organizacional. Administrar, documentar e compartilhar internamente os resultados e tendências advindos das decisões tomadas amplia a vantagem competitiva, promove o desenvolvimento organizacional e contribui para a consolidação de uma cultura de compartilhamento de conhecimento.


5. Busque outras perspectivas e opiniões.

Tamanha a dimensão das escolhas organizacionais, bem como a responsabilidade que o tomador de decisão tem em mãos, esse não deve ser um processo individualizado. No contexto das decisões, a comunicação deve ser compreendida em toda a sua natureza interdisciplinar, buscando-se não somente a transmissão de uma mensagem, mas a interação entre os interlocutores, de forma que se apresente de forma simples e clara e enriqueça o processo decisório com a pluralidade de conhecimento.



A Lumens Atuarial atua nesse propósito, iluminar, mostrar caminhos. Entendemos a importância da tomada de decisão e buscamos ser parceiros estratégicos, compartilhando conhecimento de forma simples e transparente e colaborando com a construção de um futuro seguro, seja aos seus clientes e parceiros, seja para os milhares de segurados impactados pelas decisões estratégicas.

SOBRE A AUTORA:

Raquel Sargento:

Administradora, com bacharelado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Desde 2009, exerce cargos administrativos, tendo desempenhado atividades de planejamento e controle administrativo e financeiro em instituições do ramo automotivo e entidades públicas. Atua na Lumens Atuarial como assistente Administrativo / Financeiro.


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